Le tract du collectif en portugais
Virgin, Virgin… Vocês diceram Virgin ?
… Nada disso ! Lagardère !
Virgin é o resultado das actividades de Richard Branson, « célebre homem de negócios britânico » que ganhou montes de dinheiro em ramos tão diversos tais como o transporte aéreo e ferroviário, as gasosas e o desporto. Em 2001, cedeu uma parte dos seus armazéns, entre os quais os Franceses, ao grupo Lagardère, que os fundiu na sua filial Hachette Distribution Services (HDS), número 1 mundial da distribuição de imprensa. Apesar disso, Lagardère continua a ser um dos principais produtores e negociante de armas em França. E, exactamente como alguns dos seus correligionários, também controla uma boa parte dos meios informativos desse mesmo país ! Nada limpo, não é verdade ? « Nada limpo », é também o que dizem hoje os seus assalariados, que se interrogam sobre a ligação existente entre as actividades de distribuição de produtos culturais deste grande empresário e as práticas sociais que instaura nas empresas que posséde.
Nos armazéns Virgin Mégastore, por exemplo, os empregados são comandados a chicote : um dos empregados, delegado sindical, foi despedido com o acordo do minitério do trabalho, decisão justificada pelo facto que ele « dava cabo da cabeça ao seu superior hierárquico » (acreditem que é verdade !) ; quatro armazenistas (a totalidade da equipa !) foram despedidos sem razão dum dia para o outro ; uma empregada da caixa, vítima de discriminações durante vários anos, achou-se forçada a fazer gréve da fome para que fossem reconhecidos os prejuizos que sofreu.
Último episódio da série : ao armazém parisiense do boulevard Montmartre, Amandine, vendedora no sector da vídeo designada como « conselheira dos trabalhadores » pois havia várias vezes ajudado os colegas vítimas das malandrices do patrão, acabou por ser despedida por motivos especiais e fora de qualquer legalidade , na continuação duma história completamente inventada, na véspera das eleições profissionais. É preciso dizer que ela está sindicalizada a Sud, sindicato que, na opinião do patrão, tem a descaradez de querer lutar…
Exigêmos a reíntegração de Amandine
e que parem com as sanções contra os representantes sindicais !
A questão foi levada ao conhecimento da inspecção e do tribunal do trabalho , mas todos nós sabemos que estes processos podem durar muito tempo. Por isso pedimos a todos de manifestarem concretamente a sua solidariedade. E como vocês sabem, os patrões não são sensíveis que aos argumentos que lhes tocam na carteira. Vocês podem ajudar-nos e ajudar Amandine : O colectivo de solidariedade com Amandine